Aço inox 304 ou 316: qual escolher para o seu corrimão?
Os dois são inox, os dois resistem à corrosão — mas há um cenário claro em que pagar mais pelo 316 compensa, e outro em que é desperdício.
Ler artigo →Aquele pontinho laranja no corrimão quase nunca é o inox enferrujando. Na maioria das vezes, é ferro de fora que grudou na superfície.

“Comprei inox e enferrujou.” É uma das reclamações mais comuns do setor — e, na esmagadora maioria dos casos, o inox não enferrujou coisa nenhuma. O que aconteceu foi contaminação da superfície.
O aço inoxidável tem cromo na composição. Em contato com o oxigênio, o cromo forma na superfície uma camada de óxido extremamente fina, invisível e autorregenerável: se você risca a peça, a camada se refaz sozinha.
Enquanto essa camada estiver íntegra, o metal por baixo fica protegido. O problema começa quando algo impede que ela se forme — ou quando algo estranho se deposita por cima.
É o clássico. Partículas de aço carbono se depositam na superfície do inox e enferrujam ali, criando pontinhos alaranjados. Quem enferruja é a partícula, não o corrimão. As origens mais comuns:
É por isso que trabalhamos com ferramenta dedicada ao inox na fábrica. Um disco que já cortou aço carbono nunca volta para uma peça de inox — parece exagero, mas é exatamente esse cuidado que evita o problema aparecer meses depois.
Na grande maioria dos casos, sim — e sem trocar a peça. A contaminação é superficial: um processo de limpeza técnica seguido de repolimento remove as partículas e restaura o acabamento. Depois disso, a camada passiva volta a se formar normalmente.
Só em casos de corrosão profunda e prolongada, com pite avançado, é que a peça precisa ser substituída — algo raro em ambiente residencial.
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